Chamada

Submissões abertas

ATENÇÃO: PRAZO PRORROGADO!

As submissões já podem ser feitas pelo Sistema de Conferências. O prazo é até dia 10 de novembro de 2017 20 de novembro de 2017, podendo ser em qualquer destes idiomas: português, inglês e espanhol. Dúvidas? Escreva para hdsrio2018@gmail.com.

Eixos temáticos

São propostos os seguintes eixos temáticos e linhas de investigação:

1. Pensamentos Contemporâneos e Mundo Digital

Coord.: Charles Feitosa (Escola de Filosofia/CCH/UNIRIO)

O pós-humano; embates entre o real e o virtual; cibercultura e realidade virtual; políticas de subjetividade; corporeidade pós-humana ou trans-humana; ética em ambientes virtuais; teoria crítica aplicada às humanidades digitais.

Mais   

O objetivo deste eixo temático é investigar e debater as implicações estéticas, políticas e ontológicas do advento das tecnologias digitais. O fio condutor é o engajamento no projeto contemporâneo de pensar para além dos impasses e armadilhas inerentes aos humanismos iluministas tradicionais.

São esperadas contribuições que indiquem e discutam perspectivas pós-humanistas no contexto do mundo digital, especialmente em relação às questões de espécies, gêneros, raças e culturas, com vistas às novas possibilidades de reconfiguração das subjetividades contemporâneas.

2. Tecnologia, Cultura, Política e Sociedade
Coord.: Eduardo Magrani (Direito-Rio/FGV) & Renata Araújo (CCET/UNIRIO)

Redes sociais (fenômeno social); crowdsourcing; cidades digitais, cidades inteligentes; ciberativismo e ciberdemocracia; antropologia/sociologia digital; educação a distância e recursos pedagógicos digitais; ética e inteligência artificial; internet das coisas, tecnologia e políticas públicas.

Mais   

O objetivo deste eixo é reunir pesquisadores, profissionais e membros da sociedade na apresentação e discussão de resultados de projetos ou iniciativas acadêmicas, profissionais ou práticas relacionadas às implicações mútuas entre a tecnologia e os espaços culturais, políticos e sociais na era digital.

São esperadas contribuições nos seguintes tópicos: Redes sociais (fenômeno social); crowdsourcing; cidades digitais, cidades inteligentes; ciberativismo, cibercultura, ciberdemocracia, cibersegurança; redes móveis, cidades inteligentes e mobilidade; antropologia/sociologia digital; educação à distância e online; recursos pedagógicos digitais; jogos digitais; realidade virtual e aumentada; ética e inteligência artificial; privacidade, vigilância e controle; internet das coisas; empreendedorismo e inovação na era digital; economia digital; gênero e diversidade na era digital; direito e tecnologia; políticas públicas.

3. Acervos Digitais e Memória Social
Coords.: Ana Ligia Medeiros (CMI/Fundação Casa de Rui Barbosa), Aquiles Alencar Brayner (British Library) & Jair Martins de Miranda (LABOGAD/CCH/UNIRIO)

Arquivos, bibliotecas e museus; curadoria digital; patrimônio digital; preservação, disseminação e acesso; mediação; competência informacional/letramento digital; computação em contextos de criação e preservação de acervos culturais.

Mais   

A inclusão cada vez mais ampla de objetos digitais nos fundos e coleções de instituições de memória social, tem gerado novas questões e práticas profissionais em relação à aquisição, gestão , preservação, disseminação, e reutilização de conteúdos eletrônicos.

São esperadas contribuições abordando os seguintes tópicos: arquivologia, biblioteconomia, museologia, curadoria digital, gestão de documentos, processos e acervos digitais, modelos de digitalização, gerenciamento de repositórios digitais, utilização de plataformas abertas para disseminação de acervos digitais, taxonomia, atividades e plataformas de crowdsourcing, criação e gestão de metadados e interoperabilidade em instituições de memória cultural.

4. Representação do Conhecimento, Semântica e Dados Abertos
Coords.: Alexandre Rademaker (IBM, EMAp/FGV), Carlos Henrique Marcondes (PPGCI/UFF) & Cláudio José Silva Ribeiro (LABOGAD/CCH,DPTD/CCH/UNIRIO)

Representação do conhecimento; linked open data; interoperabilidade; metadados; vocabulários; ontologias; web semântica.

Mais   

A emergência da Web e a profusão de conteúdos ai disponibilizados colocam a urgência de acessar e reutilizar esses conteúdos em larga escala para a educação, cultura, ciência e tecnologia e cidadania. Dada a dimensão da Web e seu contínuo crescimento, esta tarefa só poderá ser realizada a contento com o agenciamento de computadores para nos auxiliarem. Isso implica em novas formas de representação, padronização, semântica clara e inequívoca inteligível por máquinas, independência de programas e formatos específicos, identificação persistente de recursos.

São esperadas contribuições nos seguintes tópicos: representação do conhecimento; linked open data; interoperabilidade; metadados; vocabulários; ontologias; web semântica.

5. Grandes Acervos de Dados Textuais nas Humanidades Digitais
Coords.: Cláudia Freitas (PUC/RJ), Leandro Alvim (DCC/UFRRJ) & Renato Rocha Souza (EMAp/FGV)

Big data, linguística computacional; recursos e tecnologias linguísticas e de mineração de dados; extração de sentido, entidades e padrões; detecção de viés, ideologia, opinião e sentimento em textos; modelagem de tópicos, representações distribuídas, clusterização, "distant reading"”, estilometria e estilística; machine learning; atribuição de autoria e classificação automática; gestão e criação de corpus; anotação para as humanidades.

Mais   

A utilização de recursos e ferramentas digitais no contexto das Humanidades vem crescendo de forma progressiva. Em consequência, temos o surgimento de novas abordagens de pesquisa e de metodologia, abrigadas sob o rótulo Humanidades Digitais. Não vemos as Humanidades Digitais como uma nova disciplina, mas antes como uma nova abordagem para a pesquisa nas Humanidades, capaz de abrir uma série de possibilidades. Textos podem ser entendidos como uma materialização de dados não estruturados; dados, por sua vez, ocorrem extensivamente sob a forma textual (em oposição a som ou imagem, por exemplo). Neste eixo, a ênfase está em abordagens e aplicações que têm como objeto grandes massas de dados textuais, tendo em vista o papel central ocupado pela linguagem nas Humanidades – documentos históricos e institucionais, obras literárias, relatórios, biografias, discursos, artigos, resenhas, entrevistas, postagens em redes sociais e dicionários históricos e/ou biográficos são apenas alguns exemplos. São esperadas contribuições nos seguintes tópicos:
Utilização de recursos e tecnologias linguísticas e de mineração de dados no contexto de uma área específica das Humanidades – estudos de gênero, história, antropologia, teologia, estudos literários, ciências políticas, filosofia, estudos de tradução, estudos culturais, teologia, dentre outros;
Criação e/ou expansão e/ou adaptação de funcionalidades das atuais ferramentas de processamento de linguagem e de dados voltadas a questões das Humanidades;
Big Data, Linguística Computacional e Anotação para as Humanidades;
Processamento e mineração de textos históricos e de dados diacrônicos;
Processamento e mineração e de textos literários/ficcionais;
Extração de sentido, entidades e padrões em acervos das Humanidades;
Identificação e geração de humor e criatividade na perspectiva do processamento automático de linguagem;
Detecção de viés, ideologia, opinião e sentimento em textos, aplicada às Humanidades;
Modelagem de tópicos, representações distribuídas, clusterização, "distant reading"”, estilometria e estilística aplicadas às Humanidades;
Machine Learning e Representações de informação Textual;
Atribuição de autoria e classificação automática de textos aplicadas às Humanidades;
Aplicações na exploração/mineração de dados biográficos/enciclopédicos para auxiliar historiadores, cientistas sociais e críticos literários, dentre outros especialistas das Humanidades;
Modelagem computacional de narrativas;
Gestão e criação de corpus e recursos linguísticos para estudos literários, históricos, culturais.

6. Artes e Expressões Digitais
Coords.: Luiza Helena Guimarães (PPGCS/UERJ, MediaArt) & Erick Felinto (PPGCS/UERJ)

Estéticas e mídias; arte-ciência; arte e dados; realidade virtual e mista; arte como política; midiarte; história das artes digitais.

Mais   

As artes digitais, especialmente ao longo das últimas décadas, com os avanços em computação, das mídias emergentes, do gerenciamento de dados e informações, alteraram muito as abordagens de pesquisas, a historiografia, os modos de produção e exposição de arte. Juntamente com os estudos em humanidades digitais, das ciências e das tecnologias, as artes de meios eletrônicas se tornam um elemento cada vez mais relevante para análise da sociedade e da vida na contemporaneidade. Denominada de midiarte, ela é híbrida e transdisciplinar. Inclui desde codificação ou digitalização de imagens e sons até o desenvolvimento de softwares e hardwares criados em função da poética de um trabalho específico. Trata-se de uma arte comprometida criticamente com a natureza cada vez mais digital da vida econômica, social e cultural. Nela as novas tecnologias são apreendidas de forma afetiva e ética.

7. Visualização, Sonificação e Análise de Redes
Coords.: Daniel Alves (FCSH/Universidade Nova de Lisboa), Luis Ferla (Dep. História/Unifesp) & Carlos Eduardo Valencia Villa (Dep. História/UFF)

Sistemas de informação geográfica (SIGs); sistemas de visualização e análise de dados; análise de redes; crowdsourcing (projetos colaborativos)

Mais   

As tecnologias digitais estão a transformar profundamente a maneira como se dão a produção, a circulação e a recepção do conhecimento. Por um lado, as fronteiras clássicas que tradicionalmente organizavam as respectivas prerrogativas fazem cada vez menos sentido. O mundo acadêmico e científico, por conta disso, busca tentativamente responder a esse fenômeno, ressignificando em grande medida o seu lugar social, não mais caracterizado pelo monopólio da produção do conhecimento. Além da produção do saber, trata-se agora também de fazer a sua curadoria, organizando interlocuções e prioridades. Em tempos de web 2.0, open access, crowdsourcing, projectos colaborativos e ciência cidadã, ou a academia se reinventa e de forma criativa reafirma sua imprescindibildade social em novos termos, ou aprofunda um isolamento estéril e ressentido.


Por outro lado, os suportes e os materiais mobilizados pelas novas configurações da produção do conhecimento, e não menos de sua divulgação, passaram a incorporar crescentemente artefatos visuais e sonoros de muitas e diversas modalidades, para muito além da predominância multissecular quase absoluta das formas textuais pelas quais as humanidades sempre se caracterizaram. Costuma-se traduzir esse fenômeno por meio de uma problemática contraposição entre “narrativa” e “imagem”. No entanto, nem essa oposição é nova, nem é absoluta. Trata-se muito mais de aproveitar as enormes possibilidadees abertas pelas tecnologias digitais para articular as visualizações às narrativas, e vice-versa, com relações hierárquicas não definidas de antemão, mas condicionadas pelo objeto de estudo e pelas metodologias de sua apropriação.


Neste sentido, as áreas da visualização e da sonorização têm sido das mais dinâmicas na tentativa de incorporar estas novas perspectivas. As geotecnologias, em geral, e os sistemas de informação geográfica (SIGs), em particular, vêm se incorporando crescentemente ao cotidiano do pesquisador em humanidades. Igualmente, começam a ser significativos os projectos de investigação onde o som ou as paisagens sonoras têm um papel central. Metodologias de visualização e análise de dados, como gráficos dinâmicos ou análise de redes são cada vez mais procurados, dentro e fora da academia. Em todos estes casos, a manipulação de uma grande massa de dados e sua organização e análise através das tecnologias digitais permitem que esse conhecimento seja apropriado, analisado e/ou replicado por outros personagens, fazendo das novas narrativas uma consequência da criação de infraestruturas. Por sua vez, as infraestruturas de dados podem estabelecer links cada vez mais sistemáticos com explicações interpretativas.


É claro que tal sugestão não resolve todos os desafios que as tecnologias digitais e suas possibilidades multimidiáticas trazem ao trabalho do pesquisador em humanidades. Além da crise de identidade referente às perdas de autoridade, há também o não reconhecimento institucional de muitas das novas formas de fazer circular o conhecimento. Um artigo científico publicado em uma revista em papel ainda é muito mais valorizado do que muitas infraestruturas disponíveis na rede mundial de computadores, por exemplo. Por conta disso, é que se considera imprescindível, se não urgente, o debate amplo e criativo que este eixo temático do HDRio 2018 procura desenvolver entre os envolvidos em pesquisas em humanidades.

8. Humanidades Digitais e Realidade Brasileira
Coords.: Ricardo M. Pimenta (IBICT; PPGCI/IBICT-UFRJ) & Bruno Leal (UFF; IH/UFRJ; Café História)

Formação e produção acadêmica em Humanidades Digitais no Brasil; antropologia digital, história digital, história pública e sociologia pública; ética digital, CGI e a internet no Brasil; associações, movimentos e plataformas no Brasil.

Mais   

Este eixo temático busca refletir e debater o estado da arte das Humanidades Digitais no Brasil e as condições tecnopolíticas pelas quais sua atuação pode ser realizada. Busca-se, portanto, trabalhos de pesquisa que se debrucem sobre questões como: a formação e produção acadêmica em Humanidades Digitais (HDs) no Brasil bem como sua possível praxiologia; Iniciativas conexas como Antropologia Digital, História Digital, História Pública e Sociologia Pública; aspectos transversais à viabilidade das HDs no Brasil como ética digital, CGI e a internet no Brasil, associações e movimentos cujos recursos computacionais impactam o campo das humanidades e estudos aplicados sobre plataformas no Brasil (Google, Facebook, Twitter, Linkedin, Instagram, Tinder, Wikipedia, Youtube, etc) enquanto recursos metodológicos para discutir a realidade brasileira.

 

Workshops/Tutoriais

O HDRio2018 também está aceitando propostas para workshops e/ou tutoriais. Serão encontros voltados para audiências menores e com alto grau de interatividade com o público participante, tendo como foco a disseminação de conhecimento através de demonstrações de técnicas, metodologias, ferramentas, linguagens e aplicações. Cada workshop/tutorial poderá durar entre 90 e 180 minutos, e ser ministrado em português, inglês ou espanhol. São esperadas propostas que sejam inovadoras e que demonstrem objetivos claros de aprendizagem pelo público alvo, em qualquer dos temas propostos acima. Mais orientações você encontrará no Sistema de Conferências.

O prazo é até dia 10 de novembro de 2017 20 de novembro de 2017